
Durante todo o período que atuei em escolas, tanto como professora, tendo uma ou mais turmas, como quando da época em que fui diretora de escola, e tive a oportunidade de vivenciar a escola em vários turnos, estabelecendo contatos com todos que estavam envolvidos no processo educativo (alunos, professores, familiares e comunidade em geral), não tive contato com portadores de necessidades especiais. Sendo assim, analisei o Dossiê de Inclusão da colega Cristiane Simões e gostaria de deixar um relato:
Dôssie Cristiane Simões
Ao ler o relato da colega, também me dei por conta, assim como ela, que temos contato com muitas crianças e até mesmo adultos com necessidades especiais, porém, com a pouca base que temos referente ao assunto, quando pensamos em inclusão, prontamente pensamos em algum aluno cadeirante, cego, surdo ou mudo, e não pensamos naqueles alunos hiperativos, ou que apresentam muitas “dificuldades de aprendizagem ! “ Assim como a colega, me sinto insegura, sem uma base concreta, tanto para falar, como para trabalhar com alunos que apresentam essas características, mas tenho certeza que esta interdisciplina nos trará uma boa bagagem e uma excelente troca de experiências !
Um aspecto que gostaria abordar, é em relação a importância do comprometimento da família desses alunos com a escola, pois, se para um aluno dito “normal”, já é fundamental haver essa parceira, um aluno com necessidades especiais, precisa muito mais que escola e família caminhem juntas: trocando experiências, dialogando sobre as avaliações médicas.
Concordo com a colega, quando ela diz que: ” Estamos numa miscelânea de inclusão e exclusão!!”, e isto é muito triste ! Utilizando o exemplo dela, a escola procura fazer um trabalho legal, valorizando o que os alunos produzem, compreendendo as suas potencialidades, seu rendimento e aprendizagens e quando estes alunos são transferidos à uma outra escola, os profissionais não dão continuidade ao trabalho.
Penso que é importante que os alunos com necessidades especiais freqüentem uma turma regular, porém defendo a idéia de que eles precisam freqüentar também uma classe extra, onde receberão um atendimento educacional especializado.
Ao assistir o vídeo “Aspectos legais e orientações pedagógicas”, fiquei muito inquieta e com uma certa “raiva” do diálogo, pois, é muito fácil para um profissional da área jurídica, como a Dra. Eugênia, que é Procuradora da República dizer o que está na Lei e na Constituição, porém, a realidade de nossas escolas está muito longe do necessário para o cumprimento da Lei. Concordo que os alunos portadores de necessidades especiais tem o direito de estudar em classes regulares, o fato é que realmente é muito complicado para os professores, trabalharem com alunos portadores de necessidades especiais, em uma turma grande, numa escola sem recursos, sem profissionais específicos para darem um suporte, um apoio aos professores que estão lidando diretamente com esses alunos ! E essa é infelizmente a realidade de nossas escolas, desta forma, não percebo estes “nãos” que partem das escolas como preconceitos, e sim, o reconhecimento da incapacidade de lidar com tais desafios, o que é muito triste ! Eu, particularmente, se recebesse um aluno de inclusão, tentaria fazer o possível, receberia-o com carinho e atenção, procuraria aprender a melhor forma de realizar os trabalhos com a turma, mas, como sou muito exigente comigo mesma, acredito que não estaria satisfeita com o meu trabalho e acho que me sentiria extremamente frustrada !
Unidade 2 - Políticas Públicas Brasileiras em Educação Especial e o Projeto Político - Pedagógico da Educação Inclusiva

Como não estou atuando em nenhuma escola no momento, gostaria de falar um pouco sobre a Educação no município de Sapiranga, em aspectos gerais:
-
No município de Sapiranga existe uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), com alunos da APAE.
-
O município faz a cedência de servidores, tanto para APAE, quanto APADA.
-
O transporte escolar é garantido pela Secretaria de Educação, tanto para alunos da APAE, quanto APADA.
-
É garantido pela SMED, amparo pedagógico, tanto para APAE, quanto para APADA.
-
Sapiranga sediou em 2008, o 1º Encontro de Pessoas com Deficiências e Familiares sobre Inclusão Social. O evento teve como meta a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O 1º Encontro de Pessoas com Deficiências e Familiares sobre Inclusão Social, contou com a participação da palestrante Daisy Braighi, consultora na área de Educação Especial, com o tema: O Processo de Inclusão das Pessoas com Deficiências, que objetivou sensibilizar a comunidade sobre o processo de inclusão das pessoas deficientes no mercado de trabalho.
-
O prefeito de Sapiranga, Nelson Spolaor, assinou um protocolo de intenções do Programa Cantando as Diferenças. O projeto Cantando as Diferenças, de autoria do senador Paulo Paim, tem por objetivo a inclusão política das diferenças, articulando municípios e comunidade para a adoção de medidas práticas para uma verdadeira inclusão social, através dos Estatutos do Idoso, da Igualdade Racial, da Pessoa com Deficiência e da Criança e Adolescente (ECA).
-
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Emília de Paula possui um elevador para portadores de necessidades especiais.
-
O município de Sapiranga mantém o Núcleo de Atendimento ao Educando (NAE), onde são desenvolvidas atividades clínicas e pedagógicas para a inclusão da criança. As crianças são avaliadas e direcionadas ao atendimento de acordo com as necessidades específicas de cada uma. Profissionais como educadores, pedagogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicomotricistas, psicopedagogos, fisioterapeutas e psicólogos desenvolvem técnicas pela reabilitação social dos alunos. Cada profissional trabalha com pequenos grupos dentro de um tempo limite de 45 minutos, respeitando as características inquietas das crianças atendidas. Todas atividades são destinadas a alunos com necessidades especiais, no turno inverso ao escolar. Os participantes integram a rede municipal de ensino, desde a educação infantil até a 8ª série. O método pedagógico desenvolvido visa a atender às diferenças individuais dos alunos, através da diversificação dos serviços educacionais. Os alunos contam com ensino de informática, capoeira e artes plásticas.
-
Em 2008 foi realizado o 1º Festival Para-jogos Escolares em Sapiranga. Diversas modalidades, como corrida, corrida com revezamento, lançamento de pelota, salto em distância, arremesso de basquete e futsal, foram desenvolvidas. 150 jovens participaram do evento.
Unidade 3 - Serviços de Atendimento Educacional
Especializado
O município de Sapiranga mantém o Núcleo de Atendimento ao Educando (NAE), onde são desenvolvidas atividades clínicas e pedagógicas para a inclusão da criança. As crianças são avaliadas e direcionadas ao atendimento de acordo com as necessidades específicas de cada uma. Profissionais como educadores, pedagogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicomotricistas, psicopedagogos, fisioterapeutas e psicólogos desenvolvem técnicas pela reabilitação social dos alunos. Cada profissional trabalha com pequenos grupos dentro de um tempo limite de 45 minutos, respeitando as características inquietas das crianças atendidas. Todas atividades são destinadas a alunos com necessidades especiais, no turno inverso ao escolar. Os participantes integram a rede municipal de ensino, desde a educação infantil até a 8ª série.
Durante o ano de 2008, muitos alunos foram atendidos.
Abaixo, relação de todas as escolas de educação infantil e ensino fundamental atendidas, quantidade de alunos, série a que pertencem e especialidades as quais os mesmos são atendidos:
|
CME Dr. Décio Gomes Pereira - UEF
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
Não informado
|
|
|
|
|
X
|
|
02
|
Não informado
|
|
|
|
|
X
|
|
03
|
2º ano
|
|
X
|
|
|
X
|
|
04
|
Não informado
|
|
|
X
|
|
X
|
|
EMEF Anita Lydia Wingert
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
3ª série
|
|
|
X – Alta
provisória
|
|
X
|
|
02
|
2º ano
|
|
|
|
X
|
|
|
03
|
Não informado
|
|
|
X
|
|
|
|
04
|
2º ano
|
|
|
X
|
X
|
|
|
EMEF Maria Emília de Paula
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
4ª série
|
|
|
X
|
|
|
|
02
|
2ª série
|
|
|
X
|
|
|
|
03
|
Não informado
|
|
|
|
X - Alta
|
|
|
EMEF Maria Ruth Raymundo
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
Não informado
|
|
|
X Larissa
|
|
|
|
02
|
Não informado
|
|
X
|
|
|
|
|
03
|
Não informado
|
|
X
|
|
|
|
|
EMEF Pastor Rodolfo Saenger
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
Não informado
|
|
|
X Larissa
|
|
|
|
02
|
3º ano
|
|
|
X
|
|
|
|
EMEF 28 de Fevereiro
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
2ª série
|
|
|
X
|
|
|
|
02
|
2ª série
|
|
|
X
|
|
|
|
03
|
Não informado
|
|
|
|
|
X
|
|
04
|
4ª série
|
|
|
|
X
|
|
|
UEI Ayrton Senna
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
JNB
|
|
|
|
X
|
|
|
02
|
JNA
|
|
|
|
|
X
|
|
EMEF Waldemar Carlos Jaeger
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
4ª série
|
|
X- Fernanda
|
|
|
|
|
02
|
3º ano
|
X - Joice
|
|
|
|
|
|
03
|
3º ano
|
|
|
X
|
|
|
|
04
|
2º ano
|
|
|
X
|
|
|
|
05
|
2º ano
|
X - Joice
|
|
|
|
|
|
06
|
3º ano
|
|
X - Grazi
|
|
|
|
|
07
|
3º ano
|
|
X - Grazi
|
|
|
|
|
08
|
2º ano
|
X - Joice
|
X - Grazi
|
|
|
|
|
09
|
2º ano
|
|
X - Grazi
|
|
|
|
|
10
|
3º ano
|
|
|
|
|
X
|
|
11
|
3º ano
|
|
X
|
|
|
|
|
EMEI Arco – Íris
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
JNB
|
|
|
X
|
X
|
X escola
|
|
02
|
M3
|
|
|
X
|
X
|
|
|
03
|
M2
|
|
|
X
|
X
|
alta
|
|
04
|
JNB
|
|
|
X
|
|
|
|
05
|
Berçário
|
|
|
|
|
X
|
|
06
|
JNB
|
|
|
|
X
|
|
|
EMEI Aruanã
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
JNB
|
|
|
X
|
X
|
|
|
02
|
JNB
|
|
|
X
|
X
|
|
|
03
|
M3
|
|
|
|
|
X
|
|
EMEI Bambolê
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
JNB
|
|
|
|
|
X escola
|
|
02
|
Não informado
|
|
|
|
|
X escola
|
|
EMEI Branca de Neve
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
M3
|
|
|
|
X
|
|
|
02
|
JNA
|
|
|
|
APAE
|
APAE
|
|
03
|
M3
|
|
|
X
|
APAE
|
APAE
|
|
04
|
Berçário
|
|
|
|
X - Alta
|
|
|
05
|
JNA
|
|
|
|
X
|
|
|
EMEI Cinderela
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
JNB
|
|
|
|
|
APAE
|
|
02
|
Não informado
|
|
X
|
|
|
|
|
EMEI Dominó
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
JNB
|
|
|
|
X
|
|
|
UEI Dr. Décio
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
JNB
|
|
|
|
X
|
X
|
|
02
|
JNA
|
|
|
X
|
|
X
|
|
03
|
M3
|
|
|
|
|
X
|
|
04
|
JNA
|
|
X
|
|
|
|
|
05
|
JNB
|
|
|
|
|
X
APAE
|
|
06
|
Não informado
|
|
|
|
|
X
|
|
EMEI São Luiz
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
JNB
|
|
|
X
|
|
|
|
02
|
JNB
|
|
|
|
X
|
|
|
03
|
M1
|
|
|
|
|
X
|
|
04
|
Berçário.
|
|
|
|
|
X - Alta
|
|
05
|
Berçário
|
|
|
|
|
X - Alta
|
|
06
|
Não informado
|
|
|
|
|
X escola
|
|
07
|
Não informado
|
|
|
|
|
X escola
|
|
08
|
JNB
|
|
|
|
|
X escola
|
|
09
|
Não informado
|
|
|
X
|
|
|
|
EMEI Sete Anões
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
M3
|
|
|
X
|
|
|
|
02
|
M2
|
|
|
|
|
X- escola
|
|
CME Érico Veríssimo – UEF
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
Não informado
|
|
|
|
|
X
|
|
02
|
2º ano
|
|
X na escola
|
|
|
|
|
03
|
6ª série
|
|
X
|
|
|
|
|
04
|
1º ano
|
|
X
|
|
|
|
|
EMEF Oscar Félix da Silva
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
Não informado
|
|
|
|
|
X
|
|
CME Érico Veríssimo - UEI
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
JNA
|
|
|
X
|
X
|
|
|
EMEI Chapeuzinho Vermelho
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
Não informado
|
|
|
|
|
X - Alta
|
| |
|
|
|
|
|
|
|
|
Escola Imaculado Coração de Maria
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
Não informado
|
|
X
|
|
|
X
|
|
EMEF São Carlos
|
|
Nº
|
Série
|
Psicopedagoga
|
Psicóloga
|
Fonoaudióloga
|
Psicomotricista
|
Fisioterapeuta
|
|
01
|
Não informado
|
|
|
|
|
X
|
Unidade 3 - Serviços de Atendimento Educacional
Especializado
Estudo de Caso
Após um bom período fora das rotinas de escola e sala de aula, estou tendo, este mês, a oportunidade de atuar como professora substituta da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Álvaro Luís Nunes, no município de São Leopoldo.
Aproveito esta grande oportunidade, para realizar o estudo de caso da interdisciplina.
Dentre as várias opções de alunos de inclusão que temos na escola, um menino cadeirante, cursando o 2º ano, com 10 anos de idade, apresentando deficiência física e paralisia cerebral foi o que mais me chamou a atenção.
Unidade 4 - Deficiência Física
1) Dados de identificação do sujeito
- nome (fictício), idade, situação familiar, profissão dos pais e condições socioeconomicas da família.
* Você pode acrescentar outras informações que achar relevantes e/ou necessárias em cada uma das partes desta atividade.
O aluno João, tem 10 anos de idade, é filho único, mora com os pais, numa casa humilde, pois são de classe econômica baixa.
O pai tem uma tornearia, é torneiro mecânico e a mãe é dona de casa e dedica seu tempo ao filho.
Unidade 5 - Autismo
Estudo de Caso
Sua tarefa nesta unidade será continuar o registro escrito de seu Estudo de Caso abordando o seguinte item:
- História de vida do aluno
- avaliação inicial, diagnósticos (médicos, outros), encaminhamentos, atendimentos complementares especializados, processos investigativos.
O aluno João apresenta paralisia cerebral e deficiência física. Ele frequenta o 2º ano durante o turno da manhã. Durante este período, ele recebe o auxílio de uma monitora que é contratada pela Prefeitura de São Leopoldo para ficar exclusivamente com ele. Esta monitora é estudante do curso de Enfermagem na UNISINOS. Durante o período em que está em sala de aula, recebe as mesmas atividades que são propostas para os demais colegas. Consegue utilizar o lápis, escreve com auxílio, copia palavras.
Uma vez por semana, à tarde, durante 1 hora e 30 minutos, recebe atendimento na sala de recursos, existente na escola. Esta sala de recursos é equipada especialmente para atender alunos de inclusão. Duas professoras especializadas realizam os atendimentos, através de atividades e materiais específicos para cada caso.
Ele também recebe atendimentos de uma fonoaudióloga e de uma fisioterapeuta, uma vez por semana, à tarde, na APAE.
Unidade 6 - Deficiência Mental
- Comportamentos observáveis na escola sobre:
- relacionamentos: com professores/as, funcionários, colegas, outros;
- questões de aprendizagem, ;
- movimentos para a inclusão da escola (avaliação, acessibilidade, adaptações curriculares, serviços de apoio);
- movimentos para a inclusão do aluno; e
- envolvimento da família no processo de inclusão escolar.
O aluno apresenta bom relacionamento com os colegas, funcionários e professores. Começou a falar este ano (palavras como: SIM, NÃO, É). Os professores estão começando a trabalhar com ele a comunicação alternativa, que é realizada através de cartões e pranchas.
Em relação aos serviços de apoio, conforme já mencionado, a escola possui uma sala específica, chamada de Sala de Recursos, dotada de vários equipamentos e materiais pedagógicos, onde duas professoras treinadas realizam os atendimentos. Esta sala de recursos, além de atender alunos da escola, realiza atendimentos de alunos dos arredores.
Os pais são muito participativos e dedicados. A mãe vai todos os dias à escola. Os pais fizeram para ele um andador adaptado, uma bicicleta adaptada e um caderno.
O município dispõe do NAAPI - Núcleo de Apoio e Pesquisa ao Processo de Inclusão, onde profissionais como: psicólogas, fonoaudiólogas, pedagogas, fisioterapeutas e assistentes sociais, realizam atendimentos aos alunos de inclusão e seus familiares.
Unidade 7 - Práticas Pedagógicas em Educação Inclusiva
Como os demais alunos que frequentam as séries iniciais, o aluno está em fase de alfabetização. Reconhece todas as letras do alfabeto, lê e escreve. Realiza as atividades de linguagem escrita demonstrando raciocínio lógico, sequencia e associação de letras, sílabas com a palavra ou desenho. Não demonstra dificuldade quanto ao raciocínio lógico na matemática. Utiliza material concreto (palitos).
Está sendo avaliado de acordo com a sua capacidade na linguagem escrita, raciocínio, associação, sequencia e quantidade. A avaliação é realizada através da observação na realização dos trabalhos. As dificuldades encontradas, as conquistas e metas alcançadas, são discutidas entre os professores que atuam com o aluno (professora de informática, professora da sala de aula, professora da sala de recursos). A avaliação dá conta das possibilidades e competências do aluno uma vez que ele conta com um material adaptado: prancha de metal, letras emborrachadas (alfabeto), números em EVA, historinhas com imã, que auxiliam na realização das atividades.
Esta semana, a monitora parou de trabalhar na escola, desta forma, a mãe do aluno tem participado mais ainda no processo de aprendizagem, permanecendo na escola, juntamente com seu filho, todo o período de aula, auxiliando-o na execução das atividades.
Fotos Interessantes:
Acesso, adaptações no prédio da escola, sala de recursos, materiais utilizados com o aluno:
Rampa de acesso ao segundo piso da escola

Caderno (prancha)

Material utilizado na prancha (letras, números, figuras, histórias)

Caderno produzido na escola com EVA e velcro

Computador sala de recursos
Mouse

Sala de recursos


Comments (4)
lpasserino@... said
at 6:39 pm on Apr 22, 2009
Oi Ana
vi teu relato sobre o dossiê da colega...mas gostaria de te perguntar:
- nunca tivests um caso no qual, por exemplo, o aluno apresentasse sérias dificuldades de aprendizagem? ou por exemplo nunca nenhuma colega te relatou uma situação que ela vivenciou na sua sala de aula?
porque te pergunto isso? pq embora seja interessante a tua análise, o objetivo desta etapa do dossiê é mesmo "mexer na nossa memória" como vcs fizeram em outra oportunidade com o memorial da infância, lembras? Então ...te peço que penses...será que nunca vivenciastes como aluna, como professora, como mãe, ou amiga como diretora uma situação na qual um aluno, colega, amigo, parente, etc. tinha alguma necessidades educativa especial?
vamos mexer no bau das lembranças!
bjs
lili
lpasserino@... said
at 8:40 pm on May 12, 2009
Parabens ANA
agora vamos continuar com a unidade 3...o que conseguistes encontrar?
Nao esquece de indicar teu estudo de caso..
abraços
liliana
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 8:03 pm on May 26, 2009
Olá, Ana, falta a segunda parte da atividade tres, que é identificar o sujeito a ser pesquisado, não conseguiste ainda?, tambem estas em atraso com a atividade 4 (é a historia de vida do sujeito) e ja esta em andamento a unidade 5. Se estas com dificuldade de identificar um sujeito e precissas de conversar, estou todas as noites on-line no msn, o qual é: delcarmenmaitia@hotmail.com .
Abraços
Maria del Carmen
liliana said
at 9:18 pm on Jun 24, 2009
Oi Ana
podes apresentar algumas das pranchas utilizadas? poderias tirar foto e colocar aqui
tbm poderias colocar um exemplo de atividade que os professores propõem para o aluno assim como alguns exemplos de trabalhos dele. Sobre a unidade 6 gostaria que aprofundasses mais sobre as questões de aprendizagem, ele está no segundo ano, tem 10 anos, já está totalmente alfabetizado? como ele trabalha a área de portugues? utiliza prancha? tem caderno? utiliza algum tipo de material especial alem das pranchas. Este aluno frequenta uma sala de recurso, o trablaho nessa sala de recurso é repassado para a sala de aula? os colegas tbm utilizam a prancha para interagir com ele?
complementa e avança para a unidade 7
abraços
liliana
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